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terça-feira, 25 de junho de 2013

O Ruído das Coisas ao Cair, Juan Gabriel Vásquez

Mais uma indicação literária, pessoal. Perguntei no instagram (@miraamaral) e no facebook se vocês queriam resenha escrita ou em vídeo e foi escolhida a segunda opção. Então, é só clicar no vídeo logo abaixo.
Título: O Ruído das Coisas ao Cair
Autor: Juan Gabriel Vásquez
Editora: Objetiva


Se vocês curtiram é só dar "joinha"  lá no YouTube.

Beijokas!!!

sábado, 1 de junho de 2013

Comprinhas literárias!

Livros são as únicas coisas que eu não tenho nenhum pudor em gastar o meu dinheiro, ou melhor, investir o meu dinheiro!
Agradeço todo dia por ter um emprego que proporciona-me condições de ter um hábito como a leitura.
AMO passear pela livraria e me perder naquela imensidão de livros. É um dos meus programas favoritos.
Aí, que nas últimas semanas, eu comprei alguns que estavam na minha lista de desejos, que por sinal, só cresce cada vez mais... rsrsrsrs.

1 - A Elite
2- E então Paulette...
3- Flores Azuis 
4 - O ruído das coisas ao cair
5 - O fim de todos nós
6 - Ratos
7 - A síndrome [E]
8 - No Escuro



"O Ruído das coisas ao cair", "Flores Azuis" e "No Escuro", eu comprei na Livraria Leitura, aqui em São Luís. Já estou lendo o primeiro. Os outros que eu não citei, meu namorado comprou para mim na Livraria Cultura em Campinas (SP), e, todos eles são lançamentos de abril e maio da editora Intrínseca.
Eu sei que existem alguns sites de venda de livros usados, mas ainda não tentei comprar. Quem sabe ainda role no futuro.
Nem preciso dizer que vou resenhar todos eles, né? É só esperar. Ainda não decidi a ordem de leitura pois, isso só acontece na hora, depende muito do meu humor e disposição.
E vocês, também investem muito em livros? Quais são as suas metas de leitura nesse ano?
Beijokas!!!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Por favor, cuide da mamãe, Kyung-Sook Shin


A primeira coisa que me seduziu neste livro foi o título. Sabe quando andamos distraidamente numa livraria e nos deparamos, num lance de olhos, com um livro que nos desperta algo? Então. A capa foi o que me seduziu em segundo lugar.  Não sei o motivo, sei lá, mexeu na minha subjetividade (rsrsrs).

Posso dizer sem hesitação, que PCDM foi o livro mais tocante e sensível que li. Nunca fiquei tão emocionada com uma leitura. O que de certa forma, não me surpreendeu. Essa é a minha primeira experiência com a literatura sul-coreana. Sou uma fã inveterada do cinema e das séries da Coréia do Sul, pois os coreanos têm uma sensibilidade incrível na manifestação da sua arte. Admiro a maneira que eles expõem, em suas manifestações artísticas, os seus valores e ética. Por isso, que eu tinha boas expectativas para esse livro.
Tenho tantas impressões para compartilhar sobre esta leitura, que tenho medo de não consegui transmitir com fidelidade tudo que senti. Mas, inicialmente, vamos à sinopse.

“Por favor, cuide da mamãe, conta a história de Park So-nyo. Moradora de uma aldeia no interior da Coréia do Sul e mãe de cinco filhos já crescidos, ela desaparece ao chegar em Seul para visitá-los. O marido a perde na estação de trem da cidade. Essa é a última vez que Park é vista”.

Após o desaparecimento de Park So-nyo, a família a busca desesperadamente. E é nesta procura, que a idosa, embora ausente, desnuda-se aos olhos dos seus filhos e marido. Antes, ela era apenas a “Mamãe”, e ao longo da narrativa, Park  So-nyo torna-se mulher, amante, filha e esposa. PRECISO mostrar algumas citações, ok?

“Você foi pega desprevenida. Jamais pensara em Mamãe separada da cozinha. Mamãe era a cozinha e a cozinha era Mamãe. Nunca se perguntou se Mamãe gostava de ficar na cozinha” (pág. 59).

“... Você não sabia por que levou tanto tempo para perceber algo tão óbvio. Para você, Mamãe era sempre Mamãe. Jamais lhe ocorrera que ela tivesse um dia dado seus primeiros passos ou que uma vez tivesse tido 3, 12 ou 20 anos de idade. Mamãe era Mamãe. Já tinha nascido Mamãe. Até vê-la correndo daquele jeito na direção do seu tio, você ainda não tinha compreendido que ela era um ser humano que nutria exatamente o mesmo sentimento que você experimentava em relação aos seus próprios irmãos, e essa percepção levou à compreensão de que ela também tivera uma infância. Desde então, você às vezes pensava nela como uma criança, como uma menina, como uma jovem, como uma recém-nascida, como uma mãe que tinha acabado de dar à luz você” (págs. 31 e 32).

É de uma sensibilidade assustadora a maneira que a escritora humaniza esta personagem. Park So-nyo, sem sombra de dúvidas, já está no meu TOP 3 de personagens femininas favoritas. Ela me comoveu. Fiquei com o coração apertado em vários momentos e foi impossível segurar o choro.

O maior mérito do livro é a aproximação que ele tem com o leitor. Não tem como não rolar aquela identificação. Tipo, impossível da gente não lembrar de tudo que as nossas mães enfrentam por nós, seja alegria ou tristeza.
É claro que a autora usou situações limites, e não dá para dizer quais são elas, pois é entregar de bandeja a história. Nem todas as famílias se relacionam da mesma forma que a da personagem (aleluia!), mas com certeza, o livro cumpre o seu papel ao lembrar-nos que nem sempre a gente valoriza suficientemente as nossas mães.
É uma leitura que recomendo. Das pessoas que conheço e que leram o livro, não teve nenhuma que não gostou. Minha amiga Ritinha disse que foi a coisa mais preciosa que ela leu. Então, você está esperando o quê? 

Título: Por favor, cuide da mamãe
Autor: Kyung-Sook Shin
Editora: Intrínseca

Beijokas!!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Teorema Katherine, John Green


Em consequência ao estrondoso sucesso de “A Culpa é das estrelas”, de John Green, a Intrínseca se empolgou e lançou no mês passado um dos primeiros livros do escritor: O Teorema Katherine.
Fiquei curiosa assim como todos que leram e gostaram de “A Culpa é das Estrelas”, e, fiz plantão na porta da Livraria Leitura para garantir o meu exemplar.
Não é todo livro infanto-juvenil que encaro. Aprecio aqueles que possuem humor inteligente e sarcástico, daquele tipo que não subestima o seu público. Talvez seja por isso que identifiquei-me tanto com a escrita de John Green (ele está na Veja desta semana).

Em O Teorema Katherine, o autor ainda não tinha alcançado o auge do “refinamento sarcástico” do seu maior sucesso, mas ele está presente, em menor proporção, é claro. E por ter uma temática mais “leve” o livro é bem engraçadinho.
A história gira em torno de Colin Singleton, adolescente prodígio de dezessete anos, viciado em anagramas, que alcançou a proeza de ser dispensado por dezenove namoradas de nome "Katherine". A décima nona Katherine deixa o “pobre” num estado tão deplorável, que ele decide elaborar um teorema que preveja a “durabilidade” dos relacionamentos. Coisa de nerd!
Só que a história é para além disso. Existem outros personagens super legais, como Hassan, melhor amigo do protagonista e de longe o meu personagem favorito. Essa dupla é muito engraçada, e, logo após o “fora do Colin”, eles resolvem viajar sem rumo. Hassan é o ponto de equilíbrio para a personalidade insegura do seu amigo com o seu jeito divertido e descolado. Nessa viagem, eles conhecem uma terceira pessoa que vai acrescentar muito mais alegria, entre outras coisas, na vida dos dois: Lindsey, adolescente de dezessete anos, “caipira”, um pouco covarde e insegura, porém, não menos encantadora.

Em alguns momentos, irritei-me com a insegurança “chiliquenta” do Colin. Ele é obsessivo com o lance de ser esquecido no futuro, de não consegui fazer alguma coisa importante na vida. Porém, atire a primeira pedra que nunca passou por esse tipo de conflito! Quanto mais adolescentes, que precisam lidar com tantas mudanças num curto espaço de tempo. São as dores do “crescer”.
Amei acompanhar a jornada do trio, é muito legal quando você enxerga o amadurecimento dos personagens ao longo da história. E eu vi isso: adolescentes lidando com situações adversas, superando-as.  
Aí, você pergunta: e o teorema? Ele está lá, presente, mas apenas um bom coadjuvante, pelo menos para mim, não é o principal foco do livro.
Enfim, O Teorema Katherine, é um livro leve, com um ritmo legal, que prende a atenção do leitor do começo ao fim. Não tem grandes pretensões, e esse é o seu melhor mérito.

Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
Editora: Intrínseca

Beijokas!!!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Mocinha do Mercado Central, Stella Maris Rezende


Foi com este livro a  minha primeira experiência de leitura no smartphone. Comprei-o na loja virtual do Google, e, assim que o pagamento foi confirmado, o download foi liberado. 

Eu já tinha lido alguns livros pelo notebook e nunca tinha me incomodado, mas não posso dizer o mesmo quanto à leitura pelo celular. Não gostei. Senti falta do contato com o papel e de poder marcar com o lápis os trechos mais legais.

Mas, voltemos ao livro. Sem dúvida alguma, A Mocinha do Mercado Central, foi a coisa mais terna e encantadora que li nestes últimos meses. Uma graça, gente! Fiquei muito apaixonada pelos personagens. Mas, antes, vamos ao resumo.


Maria Campos. Este era o nome completo da mocinha do interior de Minas Gerais. Pouco, pensava ela. Principalmente se comparado ao da amiga Valentina Vitória Mendes Teixeira Couto. Faltava-lhe o sobrenome do pai, já que fora concebida em uma circunstância trágica. Mas o que pode representar de fato um nome? Valentina, a quem Maria no princípio achara meio enxerida, e que acabou por se tornar uma grande amiga, sabia de cor o significado de todos eles. Da situação adversa, Maria tirou a ideia que a colocaria em uma sequência de aventuras: adotaria em cada lugar por onde passasse uma personalidade que correspondesse ao sentido do nome escolhido.

Viajei com a Maria em cada uma das suas aventuras. Senti palpitações no peito a cada descoberta  e conquista. Vibrei, emocionei e até chorei. Juro!

O livro reserva algumas surpresas tão especiais, que é impossível ser indiferente a elas. Uma leitura que recomendo, sem dúvida.

E se a minha recomendação não for boa o suficiente, A Mocinha do Mercado Central ganhou o Prêmio Jabuti do ano passado, na categoria juvenil.

Não vou falar muito e nem citar falas, pois, o livro é super curtinho. Apenas 130 páginas (no smartphone). Só vou dar uma dica: se você é fã do Selton Mello, leia! Você vai amar!


Título: A Mocinha do Mercado Central
Autora: Stella Maris Rezende
Editora: Globo

domingo, 31 de março de 2013

Pequena Abelha, Chris Cleave


Fiquei receosa se divulgaria esta resenha, sabe? Perguntava-me se deveria mostrar a vocês o que realmente achei do livro mesmo que não tenha sido algo tão bom assim (na minha concepção). Pois bem, o conflito reside no fato de que quando escrevo minhas impressões sobre algo, é para despertar o interesse dos meus leitores. Então, como vou falar de uma coisa que não gostei cem por cento? Foi aí que notei que "impressões" são extremamente pessoais. E para confirmar isso, visitei alguns blogs que postaram resenhas de "Pequena Abelha" e a percepção da maioria foi realmente muito boa. Aí, resolvi me arriscar, mesmo sendo um tanto "do contra"

Vou logo confessar de cara, que eu fui vítima da minha curiosidade.  E além de comprar esse livro mais pela capa (achei bonitinha), também fui seduzida pelas frases que estavam escritas lá, tais como: “uma história arrebatadora”, “uma obra de arte”, etc e tal. E ainda tinha um alerta que quanto menos a gente souber sobre o livro, melhor. Bem, isso foi motivo para que eu o priorizasse antes de outros livros que estão há séculos na minha estante.

Bem, de fato nunca imaginei que o livro contasse a história de uma menina de 16 anos, nigeriana e refugiada, que, num belo dia, cruzaria o caminho de uma mulher de mais ou menos 30 anos, britânica e jornalista e que depois desse encontro suas vidas mudariam por completo.

É um livro que tem pretensões de superação. Algumas partes são super deprimentes, tristes pra caramba, e  fiquei com o coração na mão logo no primeiro parágrafo:

"Às vezes eu penso que gostaria de ser uma moeda de uma libra esterlina em vez de uma menina africana"  (pág. 01).

No começo, achei a personagem Pequena Abelha (Abelhinha) bem confusa e enrolada, ou melhor, os pensamentos dela eram bem enrolados, parecia que o autor ficava dando voltas e voltas sem sentido. Mas, depois percebi que tudo aquilo era fruto de um grande trauma e não teve como não me apaixonar por ela. É uma personagem sofrida, que acima de tudo quer recomeçar a sua vida depois do evento que é o grande marco do livro. 

"Mas, o filme da sua memória, desse não se pode livrar assim com tanta felicidade. Onde quer que você vá, ele está sempre passando dentro da sua cabeça. Portanto, quando digo que sou uma refugiada, você deve compreender que não existe refúgio" (pg. 54).

Já, a Sarah, sei lá, não fui com a cara dela... kkkk! Uma mulherzinha bem complicadinha, viu? Achei-a bem rasa em comparação à Pequena Abelha. Odeio personagens femininas trabalhadas no mi-mi-mi, com suas angústias de mulher moderna. A única coisa legal da Sarah é o filho fofinho, que me fez falar várias vezes "ownwnwnw". Uma gracinha de personagem. Roubou a cena várias vezes.
Cada capítulo é narrado por uma das personagens principais, e, justiça seja feita, gostei do foco narrativo, pois o autor vai tecendo a trama de forma que culmine lá no tal fato misterioso.

E qual foi o motivo da minha decepção com esse livro? Bem, como eu falei acima, a minha compra foi motivada pela curiosidade. Logo, criei uma baita expectativa. Tem um mistério no livro, que é o tal fato que uniu as duas personagens. Antes de chegar nessa parte, eu meio que fui desconfiando, mas o autor faz tanto mistério com esse tal segredo, que chega a ser frustrante. É como se o livro inteiro culminasse para esse momento e não conseguisse mais sair dessa atmosfera. Depois disso, fiquei me perguntando: e aí? O que vai ser? Sei lá... rolou muita enrolação, uma dificuldade de caminhar para o desfecho.  E quando a mudança acontece, é tão precipitada e incoerente com a essência da Pequena Abelha, que até agora estou me questionando, que merda de final foi aquele?!

Acredito que a maioria das pessoas deve ter achado o final poético. Mas, sério, gente, eu que adoro um desfecho pouco convencional, ainda não me conformo. Ficou aquela sensação de que a personagem nadou, nadou e morreu na praia.

Quem, por acaso, ficar curioso sobre livro vai poder fazer a leitura de duas resenhas mais amigas nos seguintes links, ok? 

Ainda Minina Má: acesse aqui
Nem um pouco épico: acesse aqui

Beijokas!!!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Tóquio Ano Zero, David Peace

“A canção está terminando, a voz está no fim, o céu escurece agora; o som de cem milhões chorando, gritando, de um povo ferido carregado pelo vento do fim de uma nação”.
O Japão sempre despertou em mim, uma curiosidade inexplicável. Não lembro quando esse fascínio começou, mas também não importa.
Por isso, quando vi o livro do David Peace nas prateleiras da Leitura, decidi comprá-lo por dois motivos: pela história ser ambientada no Japão e por ser um romance policial (amo).
Tóquio Ano Zero foi uma experiência intensa para mim. Ora senti raiva, ora senti uma tristeza-comoção-angústia profunda. Comecei a leitura em dezembro passado e antes de chegar à metade do livro, travei totalmente. Não conseguia avançar e nem desistir da leitura, até que no final de fevereiro, decidi encarar de vez. O motivo da minha parada, eu explico mais adiante.
A história é ambientada no período do pós-guerra (Segunda Guerra Mundial), a partir do ano de 1945, em Tóquio. O personagem principal é o inspetor Minami, da polícia metropolitana. Ele e alguns companheiros recebem a missão de investigar o estupro e o assassinato de duas adolescentes.
O pano de fundo dessa história é o mais devastador possível, e, a gente percebe de cara, que Minami está super traumatizado com toda a situação que vivenciou na guerra. Vou citar alguns trechos para vocês terem uma ideia.

As sirenes e os alertas a noite toda; Tóquio quente e escura, escondida e intimidada; dia e noite, boatos sobre novas armas, medo de novas bombas; primeiro Hiroshima, depois Nagasaki, a próxima Tóquio...
Bombas que significam o fim do Japão, o fim do mundo...
Sem dormir. Só sonhos. Sem dormir. Só sonhos...
Noite e dia, é por isso que tomo esses comprimidos...
É isso o que eu digo a mim mesmo, noite e dia... (pag. 12).

(...)

“Detetive Minani! Detetive Minami! Detetive Minami!”
Há bandeiras tomabadas pelo chão, mas essas bandeiras não são bandeiras, esses prédios não são prédios, essas ruas não são ruas –
Pois essa cidade não é uma cidade, esse país não é um país –
Eu como bolotas. Como folhas. Como ervas daninhas...
A voz de um deus no rádio –
Irreal e pesarosa...
Tudo distorcido –
O céu, um abismo...
Tempo desconexo –
O inferno, nosso lar...
Aqui agora –
Meio-dia e dez minutos do décimo quinta dia do oitavo mês do décimo segundo ano do reinado do imperador Showa –
Mas esta hora não tem pai, este ano não tem filho –
Sem mãe, sem filha, sem  mulher nem amante -
Pois a hora é zero; o Ano Zero –
Tóquio Ano Zero (pag.34).

Até a leitura desse livro, David Peace era um ilustre desconhecido para mim. Confesso que no começo, a leitura foi difícil, pois fiquei estressada com o excesso de onomatopeias e repetições empregadas pelo autor. Por isso que eu bloqueei. Felizmente,  dei uma segunda chance ao livro e não me arrependo. Esses recursos que citei acima, não são utilizados à toa. Tudo isso serve para reforçar a ideia de caos que o Japão mergulhou depois da II Guerra. Acho que todo mundo que estudou na escola sobre esse período, mesmo de uma forma elementar, sabe que o país foi vencido e devastado. Com a rendição, a condição de derrotado pôs fim a um sentimento nacionalista muito forte, o orgulho da nação foi profundamente ferido.
Ainda sobre o livro, o que achei mais interessante é a maneira que o autor “costura” os fatos reais com os ficcionais. David Peace fez uma pesquisa profunda (ele mesmo morou 13 anos no Japão) e desenha um cenário tão caótico, que mais parece um “apocalipse zumbi”. Em vários momentos, olhando pelos olhos de Minami, a descrição é tão real, que tive a sensação de sentir os cheiros (nem sempre agradáveis) daquele lugar.
É um livro que recomendo, mas aviso que não é uma leitura fácil. A linguagem em si é acessível, não é um texto rebuscado, mas estranhei o excesso das repetições e onomatopeias. Porém, de fato, Tóquio Ano Zero merece ser lido, pois ele vai além do romance policial. O autor consegue transmitir o impacto e as consequências de uma terrível guerra na vida de um povo. O sentimento do livro é bem pessimista, e por várias vezes me perguntei como o povo japonês conseguiu se reerguer em tão pouco tempo, considerando que a II Guerra Mundial ainda nem completou 100 anos. Não tem como passar incólume depois dessa leitura. Eu fiquei muito balançada.

Beijokas!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

@mor , Daniel Glattauer


O meu primeiro contato com este livro, foi através do blog da Cami . Adoro as resenhas que ela publica e sempre fico curiosa com os livros que ela lê. Aí, quando inaugurou a Livraria Leitura aqui em São Luís,  resolvi comprá-lo.

Amor ou @amor, foi escrito por Daniel Glattauer, até então, um desconhecido para mim. Nele, podemos acompanhar o encontro virtual entre Leo Leike e Emmi Rothner, causado por um e-mail enviado por engano.

Leo, é um cara que acabou de sair de uma relação super conturbada e ele ainda está "meiqui"  traumatizado. Emmi, é casada e tem uma relação muito boa com seu marido. Só que esse encontro vai fazer tremer as convicções de ambos.



O livro INTEIRO é escrito em forma de e-mail, o que é bem legal. Senti-me mais próxima dos personagens e isso não atrapalha a percepção de como se dá o desenvolvimento da relação entre Leo e Emmi. Tudo acontece de uma maneira bem espontânea, divertida mesmo.

É gostoso observar como a relação entre os dois desenvolve. Do coleguismo para um lance mais íntimo. E tudo isso pontuado por tiradas ótimas. Gostei muito do humor empregado pelo autor.

Teve alguma coisa no livro que não gostei? Não, necessariamente. Algumas vezes achei a Emmi bem insuportável e "mimimizenta" . Tipo, ela tinha uns lances de querer ficar cobrando o Leo. Pô, o cara tinha a vida dele fora no mundo virtual, né? Mas, depois  desencanei e embarquei mesmo. Quanto ao Leo, ele é um fofo! Meio reprimido, mas um fofo. 
Eu queria muito poder falar mais, só que não posso. Se recomendo a leitura? Claro, né? Dããã!!! O final é surpreendente! rsrsrs

Beijokas!!!!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Normalista

"Mira, tu estás super parecida com uma normalista". Foi isso que me disseram quando me viram com essa roupa na Igreja no domingo a noite. Realmente o look tem uma inspiração colegial
Blusa: C&A
Saia: Mandei Fazer (gente, a qualidade da foto não ficou legal, mas, é um xadrez, o tecido é tricoline)
Sapato: Via Uno
Carteira: Não lembro
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Falando em normalista, isso me fez lembrar um dos livros mais depressivos que já li em toda a minha vida. "A Normalista" do Adolfo Caminha. É um romance naturalista (e põe naturalista nisso), que aborda questões de incesto, adultério, sexo, traição, libido entre outras questões. Se passa no século 19 na cidade de Fortaleza - Ceará. Nunca fui chegada no Naturalismo/Realismo. Sempre gostei mais do Romantismo e as histórias mesmo que clichês e idealizadas de José de Alencar.