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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Emmi e Leo - A Sétima Onda , Daniel Glattauer

Finalmente trago para vocês uma indicação literária em vídeo. Estava em dívida com aquelas pessoas que curtem essa tag do blog.
A indicação de hoje é a continuação de Amor (@mor), livro do escritor Daniel Glattauer. Já fiz resenha deste livro aqui no blog. Vocês podem conferir neste link.
O segundo livro é tão apaixonante quanto o primeiro e eu espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.

Título: Emmi e Léo - A Sétima Onda
Autor: Daniel Glattauer
Editora: Suma das Letras

terça-feira, 23 de julho de 2013

Amanhã você vai entender de Rebecca Stead

Mais uma indicação literária aqui no blog. Desta vez, quero apresentar o livro da Rebecca Stead, "Amanhã você vai entender". 
É um livro juvenil que já estava um tempinho a minha lista de desejos. E o que eu posso dizer por enquanto é que as minhas expectativas foram correspondidas. Então, se você quer saber um pouco mais sobre ele, é só dar play no vídeo logo abaixo.



Título: Amanhã você vai entender
Autora: Rebecca Stead
Editora: Intríseca

terça-feira, 25 de junho de 2013

O Ruído das Coisas ao Cair, Juan Gabriel Vásquez

Mais uma indicação literária, pessoal. Perguntei no instagram (@miraamaral) e no facebook se vocês queriam resenha escrita ou em vídeo e foi escolhida a segunda opção. Então, é só clicar no vídeo logo abaixo.
Título: O Ruído das Coisas ao Cair
Autor: Juan Gabriel Vásquez
Editora: Objetiva


Se vocês curtiram é só dar "joinha"  lá no YouTube.

Beijokas!!!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Festa no Covil, Juan Pablo Villalobos

Título: Festa no Covil
Autor: Juan Pablo Villalobos
Editora: Companhia das Letras

Quem conhece aquele ditado, que diz que "os melhores perfumes estão nos pequenos frascos?". Aplico o dito à "Festa no Covil". Um livro curtinho, mas com uma história muito preciosa.
Só que eu tenho uma novidade. A resenha de hoje será em vídeo, tá, meu bem? Kkkkkk!!! Já tem um tempinho que estava com vontade de fazer uma resenha assim. É só clicar no play (vocês podem assistir em HD, é só mudar a configuração no próprio YouTube).


E aí, vocês gostaram? Querem mais resenhas em vídeos? Eu sou muito agoniada pra falar, mas estou trabalhando nisso. Hahahaha!


Beijokas!!!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Minha base favorita!

Falei no vídeo que eu postei aqui, que a minha base favorita é a TimeWise da Mary Kay. Usei por muito tempo a outra da embalagem branca, muuito boa por sinal, porém, essa mate é perfeita! 
Minha pele é mista, a minha zona T é terrível, mas essa base segura bem. Às vezes, eu até dispenso o pó compacto. Meu tom é o beige 5.
Hoje eu vou mostrar para vocês, como ela fica na minha pele. Essa maquiagem que eu fiz foi aquela que eu mostrei no vídeo. Eu também estou usando as sombras daqueles estojinhos da Vult, o blush Sweet Coral da Yes Cosmetics e o batom "Portobelo" da Contém 1g, que eu achei super parecido com o da Paloma (Amor à Vida).






É ou não é uma base digna?

Beijokas!!!

terça-feira, 28 de maio de 2013

A Idade dos Milagres, Karen Thompson Walker


Título: A Idade dos Milagres
Autora: Karen Thompson Walker
Editora: Paralela

Sinopse

"Em um sábado aparentemente comum, na Califórnia, Júlia e sua família acordam e descobrem, com o resto do mundo, que a velocidade de rotação da Terra está diminuindo. Os dias e as noites vão ficando mais longos, fazendo com que a gravidade seja afetada e o meio ambiente entre em colapso".

É uma Júlia mais velha que narra os acontecimentos posteriores e imediatos ao anúncio do que o mundo passa a chamar de "desaceleração". Tentei, nos primeiros capítulos descobrir a idade "atual" da personagem, mas acabei encantada com a Júlia de onze anos.
Júlia é uma garota tímida, filha de um médico e de uma professora de teatro. Ela está naquela idade que o peso da aceitação alheia pode determinar se ela será uma adolescente "normal" ou a "esquisita excluída". Somando-se a isso, ela ainda tem que lidar com as dores e temores do primeiro amor, decepções com amizades e a crise no casamento dos seus pais. Emocionei-me muito com a Júlia.
Para além do cenário apocalíptico, o tema principal do livro é a necessidade que o ser humano tem em ser aceito e amado, mesmo que nem sempre isso seja correspondido.
A Idade dos Milagres foi um dos livros, que tratam sobre a transição da infância para adolescência, mais sensíveis que já li. O texto da Karen Thompson é muito rico.



A narração é muito interessante, pois a Júlia mais velha tece algumas considerações sobre alguns fatos que não ficaram muito claros para ela na época que a desaceleração começou. De certa forma, tive a sensação de estar assistindo a um episódio de "Anos Incríveis" (eu acho que só quem assistiu vai entender o motivo disso). Ao mesmo tempo que ela conta como a desaceleração afetou a vida das pessoas, inclusive a sua, ela também consegue criar analogias interessantes entre o mundo físico e o mundo das relações interpessoais. O texto é bem nostálgico, mas não é amargo, diria que reina uma certa melancolia.
Eu ainda não conhecia o livro, vi numa prateleira da Leitura e comprei, pois achei a sinopse interessante. Não me arrependi e já recomendo para quem estiver interessado.


Beijokas!!!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Garota Exemplar, Gillian Flynn

Título: Garota Exemplar
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intríseca

Ufa! Sim, começo esta resenha com um sonoro "ufa" para enfatizar o meu estado após a leitura de Garota Exemplar. Sinto-me esgotada emocionalmente, como se tivesse enfrentado uma montanha russa. "Isso é ruim, Mira?", vocês podem perguntar. E eu respondo: não neste caso.

Sinopse
"Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente, trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública - e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy -, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea, Margo, ao seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?".

O livro é um suspense que deixa um frio na barriga o tempo inteiro. Os capítulos são narrados alternadamente por Amy e Nick, e quando a gente acha que tem certeza de uma coisa, o capítulo seguinte prova o contrário.
Esse redemoinho de emoções acontece porque o leitor desempenha o papel de um "big brother" ao acompanhar/observar  a intimidade turbulenta do casal. A sensação que tive, em vários momentos, foi a de estar com eles dentro do quarto, da sala, da cozinha, tipo, presenciando tudo.

A autora consegue envolver completamente o leitor neste perturbador thriller psicológico. Quando terminei o livro tive que desligar-me totalmente, respirar fundo, sabe? Fiquei perturbada... kkkkkk!!! Mas, isso é bom. O livro é bom demais!
Sou do tipo de leitora que se envolve completamente com a história. Então, foi impossível não rolar uma "transferência" de emoções. Amy é bem complexa, uma personagem bem construída. O meu ódio e amor por ela foram proporcionais, mas só isso que posso dizer. Nem sobre Nick posso emitir opinião, pois corro o risco de soltar spoilers.
O livro é dividido em três partes. Acontece muitas reviravoltas ao longo da história e todas super bem amarradas e costuradas.
Além de Nick e Amy, há outros personagens interessantíssimos: os pais de Amy; a irmã gêmea de Nick, Margo; a policial Booney, com que simpatizei de cara, e muitos outros que aparecem no caminho para enriquecer a trama.
O humor sincero do casal, o cinismo das suas observações chega a ser bem chocante, quando eles expõem algumas verdades que mascaramos em nome da "boa educação" .  A linguagem é bem crua e explícita, o que considero um dos méritos do livro, no sentido que ele não está ali apenas para entreter, mas para chocar e proporcionar algumas reflexões necessárias.
Para quem não sabe, o livro vai virar filme. A Reesse Witherspoon será a produtora. O sucesso foi estrondoso nos Estados Unidos do tipo de superar as vendas de "Cinquenta tons de cinza". Aqui no Brasil, ele já está no top 10 de livros mais vendidos da Veja há umas boas semanas.
A autora do livro e a produtora do filme

Agora contem aqui, vocês ficaram interessados? Curtem esse tipo de livro? Vem, gente, vamos trocar figurinhas!

Beijokas!!!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Por favor, cuide da mamãe, Kyung-Sook Shin


A primeira coisa que me seduziu neste livro foi o título. Sabe quando andamos distraidamente numa livraria e nos deparamos, num lance de olhos, com um livro que nos desperta algo? Então. A capa foi o que me seduziu em segundo lugar.  Não sei o motivo, sei lá, mexeu na minha subjetividade (rsrsrs).

Posso dizer sem hesitação, que PCDM foi o livro mais tocante e sensível que li. Nunca fiquei tão emocionada com uma leitura. O que de certa forma, não me surpreendeu. Essa é a minha primeira experiência com a literatura sul-coreana. Sou uma fã inveterada do cinema e das séries da Coréia do Sul, pois os coreanos têm uma sensibilidade incrível na manifestação da sua arte. Admiro a maneira que eles expõem, em suas manifestações artísticas, os seus valores e ética. Por isso, que eu tinha boas expectativas para esse livro.
Tenho tantas impressões para compartilhar sobre esta leitura, que tenho medo de não consegui transmitir com fidelidade tudo que senti. Mas, inicialmente, vamos à sinopse.

“Por favor, cuide da mamãe, conta a história de Park So-nyo. Moradora de uma aldeia no interior da Coréia do Sul e mãe de cinco filhos já crescidos, ela desaparece ao chegar em Seul para visitá-los. O marido a perde na estação de trem da cidade. Essa é a última vez que Park é vista”.

Após o desaparecimento de Park So-nyo, a família a busca desesperadamente. E é nesta procura, que a idosa, embora ausente, desnuda-se aos olhos dos seus filhos e marido. Antes, ela era apenas a “Mamãe”, e ao longo da narrativa, Park  So-nyo torna-se mulher, amante, filha e esposa. PRECISO mostrar algumas citações, ok?

“Você foi pega desprevenida. Jamais pensara em Mamãe separada da cozinha. Mamãe era a cozinha e a cozinha era Mamãe. Nunca se perguntou se Mamãe gostava de ficar na cozinha” (pág. 59).

“... Você não sabia por que levou tanto tempo para perceber algo tão óbvio. Para você, Mamãe era sempre Mamãe. Jamais lhe ocorrera que ela tivesse um dia dado seus primeiros passos ou que uma vez tivesse tido 3, 12 ou 20 anos de idade. Mamãe era Mamãe. Já tinha nascido Mamãe. Até vê-la correndo daquele jeito na direção do seu tio, você ainda não tinha compreendido que ela era um ser humano que nutria exatamente o mesmo sentimento que você experimentava em relação aos seus próprios irmãos, e essa percepção levou à compreensão de que ela também tivera uma infância. Desde então, você às vezes pensava nela como uma criança, como uma menina, como uma jovem, como uma recém-nascida, como uma mãe que tinha acabado de dar à luz você” (págs. 31 e 32).

É de uma sensibilidade assustadora a maneira que a escritora humaniza esta personagem. Park So-nyo, sem sombra de dúvidas, já está no meu TOP 3 de personagens femininas favoritas. Ela me comoveu. Fiquei com o coração apertado em vários momentos e foi impossível segurar o choro.

O maior mérito do livro é a aproximação que ele tem com o leitor. Não tem como não rolar aquela identificação. Tipo, impossível da gente não lembrar de tudo que as nossas mães enfrentam por nós, seja alegria ou tristeza.
É claro que a autora usou situações limites, e não dá para dizer quais são elas, pois é entregar de bandeja a história. Nem todas as famílias se relacionam da mesma forma que a da personagem (aleluia!), mas com certeza, o livro cumpre o seu papel ao lembrar-nos que nem sempre a gente valoriza suficientemente as nossas mães.
É uma leitura que recomendo. Das pessoas que conheço e que leram o livro, não teve nenhuma que não gostou. Minha amiga Ritinha disse que foi a coisa mais preciosa que ela leu. Então, você está esperando o quê? 

Título: Por favor, cuide da mamãe
Autor: Kyung-Sook Shin
Editora: Intrínseca

Beijokas!!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Teorema Katherine, John Green


Em consequência ao estrondoso sucesso de “A Culpa é das estrelas”, de John Green, a Intrínseca se empolgou e lançou no mês passado um dos primeiros livros do escritor: O Teorema Katherine.
Fiquei curiosa assim como todos que leram e gostaram de “A Culpa é das Estrelas”, e, fiz plantão na porta da Livraria Leitura para garantir o meu exemplar.
Não é todo livro infanto-juvenil que encaro. Aprecio aqueles que possuem humor inteligente e sarcástico, daquele tipo que não subestima o seu público. Talvez seja por isso que identifiquei-me tanto com a escrita de John Green (ele está na Veja desta semana).

Em O Teorema Katherine, o autor ainda não tinha alcançado o auge do “refinamento sarcástico” do seu maior sucesso, mas ele está presente, em menor proporção, é claro. E por ter uma temática mais “leve” o livro é bem engraçadinho.
A história gira em torno de Colin Singleton, adolescente prodígio de dezessete anos, viciado em anagramas, que alcançou a proeza de ser dispensado por dezenove namoradas de nome "Katherine". A décima nona Katherine deixa o “pobre” num estado tão deplorável, que ele decide elaborar um teorema que preveja a “durabilidade” dos relacionamentos. Coisa de nerd!
Só que a história é para além disso. Existem outros personagens super legais, como Hassan, melhor amigo do protagonista e de longe o meu personagem favorito. Essa dupla é muito engraçada, e, logo após o “fora do Colin”, eles resolvem viajar sem rumo. Hassan é o ponto de equilíbrio para a personalidade insegura do seu amigo com o seu jeito divertido e descolado. Nessa viagem, eles conhecem uma terceira pessoa que vai acrescentar muito mais alegria, entre outras coisas, na vida dos dois: Lindsey, adolescente de dezessete anos, “caipira”, um pouco covarde e insegura, porém, não menos encantadora.

Em alguns momentos, irritei-me com a insegurança “chiliquenta” do Colin. Ele é obsessivo com o lance de ser esquecido no futuro, de não consegui fazer alguma coisa importante na vida. Porém, atire a primeira pedra que nunca passou por esse tipo de conflito! Quanto mais adolescentes, que precisam lidar com tantas mudanças num curto espaço de tempo. São as dores do “crescer”.
Amei acompanhar a jornada do trio, é muito legal quando você enxerga o amadurecimento dos personagens ao longo da história. E eu vi isso: adolescentes lidando com situações adversas, superando-as.  
Aí, você pergunta: e o teorema? Ele está lá, presente, mas apenas um bom coadjuvante, pelo menos para mim, não é o principal foco do livro.
Enfim, O Teorema Katherine, é um livro leve, com um ritmo legal, que prende a atenção do leitor do começo ao fim. Não tem grandes pretensões, e esse é o seu melhor mérito.

Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
Editora: Intrínseca

Beijokas!!!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Mocinha do Mercado Central, Stella Maris Rezende


Foi com este livro a  minha primeira experiência de leitura no smartphone. Comprei-o na loja virtual do Google, e, assim que o pagamento foi confirmado, o download foi liberado. 

Eu já tinha lido alguns livros pelo notebook e nunca tinha me incomodado, mas não posso dizer o mesmo quanto à leitura pelo celular. Não gostei. Senti falta do contato com o papel e de poder marcar com o lápis os trechos mais legais.

Mas, voltemos ao livro. Sem dúvida alguma, A Mocinha do Mercado Central, foi a coisa mais terna e encantadora que li nestes últimos meses. Uma graça, gente! Fiquei muito apaixonada pelos personagens. Mas, antes, vamos ao resumo.


Maria Campos. Este era o nome completo da mocinha do interior de Minas Gerais. Pouco, pensava ela. Principalmente se comparado ao da amiga Valentina Vitória Mendes Teixeira Couto. Faltava-lhe o sobrenome do pai, já que fora concebida em uma circunstância trágica. Mas o que pode representar de fato um nome? Valentina, a quem Maria no princípio achara meio enxerida, e que acabou por se tornar uma grande amiga, sabia de cor o significado de todos eles. Da situação adversa, Maria tirou a ideia que a colocaria em uma sequência de aventuras: adotaria em cada lugar por onde passasse uma personalidade que correspondesse ao sentido do nome escolhido.

Viajei com a Maria em cada uma das suas aventuras. Senti palpitações no peito a cada descoberta  e conquista. Vibrei, emocionei e até chorei. Juro!

O livro reserva algumas surpresas tão especiais, que é impossível ser indiferente a elas. Uma leitura que recomendo, sem dúvida.

E se a minha recomendação não for boa o suficiente, A Mocinha do Mercado Central ganhou o Prêmio Jabuti do ano passado, na categoria juvenil.

Não vou falar muito e nem citar falas, pois, o livro é super curtinho. Apenas 130 páginas (no smartphone). Só vou dar uma dica: se você é fã do Selton Mello, leia! Você vai amar!


Título: A Mocinha do Mercado Central
Autora: Stella Maris Rezende
Editora: Globo

domingo, 31 de março de 2013

Pequena Abelha, Chris Cleave


Fiquei receosa se divulgaria esta resenha, sabe? Perguntava-me se deveria mostrar a vocês o que realmente achei do livro mesmo que não tenha sido algo tão bom assim (na minha concepção). Pois bem, o conflito reside no fato de que quando escrevo minhas impressões sobre algo, é para despertar o interesse dos meus leitores. Então, como vou falar de uma coisa que não gostei cem por cento? Foi aí que notei que "impressões" são extremamente pessoais. E para confirmar isso, visitei alguns blogs que postaram resenhas de "Pequena Abelha" e a percepção da maioria foi realmente muito boa. Aí, resolvi me arriscar, mesmo sendo um tanto "do contra"

Vou logo confessar de cara, que eu fui vítima da minha curiosidade.  E além de comprar esse livro mais pela capa (achei bonitinha), também fui seduzida pelas frases que estavam escritas lá, tais como: “uma história arrebatadora”, “uma obra de arte”, etc e tal. E ainda tinha um alerta que quanto menos a gente souber sobre o livro, melhor. Bem, isso foi motivo para que eu o priorizasse antes de outros livros que estão há séculos na minha estante.

Bem, de fato nunca imaginei que o livro contasse a história de uma menina de 16 anos, nigeriana e refugiada, que, num belo dia, cruzaria o caminho de uma mulher de mais ou menos 30 anos, britânica e jornalista e que depois desse encontro suas vidas mudariam por completo.

É um livro que tem pretensões de superação. Algumas partes são super deprimentes, tristes pra caramba, e  fiquei com o coração na mão logo no primeiro parágrafo:

"Às vezes eu penso que gostaria de ser uma moeda de uma libra esterlina em vez de uma menina africana"  (pág. 01).

No começo, achei a personagem Pequena Abelha (Abelhinha) bem confusa e enrolada, ou melhor, os pensamentos dela eram bem enrolados, parecia que o autor ficava dando voltas e voltas sem sentido. Mas, depois percebi que tudo aquilo era fruto de um grande trauma e não teve como não me apaixonar por ela. É uma personagem sofrida, que acima de tudo quer recomeçar a sua vida depois do evento que é o grande marco do livro. 

"Mas, o filme da sua memória, desse não se pode livrar assim com tanta felicidade. Onde quer que você vá, ele está sempre passando dentro da sua cabeça. Portanto, quando digo que sou uma refugiada, você deve compreender que não existe refúgio" (pg. 54).

Já, a Sarah, sei lá, não fui com a cara dela... kkkk! Uma mulherzinha bem complicadinha, viu? Achei-a bem rasa em comparação à Pequena Abelha. Odeio personagens femininas trabalhadas no mi-mi-mi, com suas angústias de mulher moderna. A única coisa legal da Sarah é o filho fofinho, que me fez falar várias vezes "ownwnwnw". Uma gracinha de personagem. Roubou a cena várias vezes.
Cada capítulo é narrado por uma das personagens principais, e, justiça seja feita, gostei do foco narrativo, pois o autor vai tecendo a trama de forma que culmine lá no tal fato misterioso.

E qual foi o motivo da minha decepção com esse livro? Bem, como eu falei acima, a minha compra foi motivada pela curiosidade. Logo, criei uma baita expectativa. Tem um mistério no livro, que é o tal fato que uniu as duas personagens. Antes de chegar nessa parte, eu meio que fui desconfiando, mas o autor faz tanto mistério com esse tal segredo, que chega a ser frustrante. É como se o livro inteiro culminasse para esse momento e não conseguisse mais sair dessa atmosfera. Depois disso, fiquei me perguntando: e aí? O que vai ser? Sei lá... rolou muita enrolação, uma dificuldade de caminhar para o desfecho.  E quando a mudança acontece, é tão precipitada e incoerente com a essência da Pequena Abelha, que até agora estou me questionando, que merda de final foi aquele?!

Acredito que a maioria das pessoas deve ter achado o final poético. Mas, sério, gente, eu que adoro um desfecho pouco convencional, ainda não me conformo. Ficou aquela sensação de que a personagem nadou, nadou e morreu na praia.

Quem, por acaso, ficar curioso sobre livro vai poder fazer a leitura de duas resenhas mais amigas nos seguintes links, ok? 

Ainda Minina Má: acesse aqui
Nem um pouco épico: acesse aqui

Beijokas!!!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Maratona de Filmes no Final de Semana

Nesse último final de semana, bateu uma "zica" danada, um humor cão e um monte de coisa junto. Aí, que quando eu fico assim, me tranco no quarto e embarco numa maratona de filmes. E quero indicar o que  assisti "procês", é claro! Tem pra tudo quanto é gosto!

"No"
"No", concorreu ao OSCAR de melhor filme estrangeiro deste ano. Estava doida pra assisti-lo, e, isso por conta de dois motivos: por tratar do plebiscito de 1988 no Chile, que foi decisivo para o ditador Augusto Pinochet levar um chute na bunda. E por ter o meu fofo-lindo-e-talentoso Gael García Bernal no elenco. Sou fã!
O filme é tudo aquilo que eu esperava, e para quem se interessa pela história mais recente dos países latino-americanos que passaram por todo aquele processo de ditadura é uma ótima pedida.

The First Time
Nem sempre a gente vê bons filmes com temáticas adolescentes. O último que vi, e amei, foi "As Vantagens de Ser Invisível" (o livro é ótimo também). Aí que vi, que The First Time, é um filme independente e que teve uma boa receptividade no Festival de Sundance e isso despertou o meu interesse. O filme mostra um final de semana de dois estudantes do ensino médio. Achei muito legal e teve alguns momentos que me fez lembrar os filmes "Antes do Pôr-do-sol" e "Antes do Amanhecer", mas numa versão bem mais light. Além dos dois atores terem uma química super boa.

Clube dos Cinco
Um clássico dos anos 80, do diretor Jhon Hughes. Passava direto na Sessão da Tarde, assim como outros filmes do diretor (Curtindo a Vida Adoidado, Gatinhas e Gatões, entre outros). O filme, mostra um sábado, em que cinco adolescentes super diferentes estão cumprindo detenção na escola. Jhon Hughes é conhecido por ter mostrado em seus filmes os conflitos da adolescência, e neste filme, não é diferente. Muito bom.

Pronta para Amar
Depois que  assisti NO, me bateu a louca, e, comecei a procurar tudo quanto é filme do Gael Bernal. Aí, que me deparei com este. Na boa, ele é beeeem fraquinho e acho que fizeram uma salada sem sentido, além de umas piadas bem infames. Mas, valeu o sacrifício só para ver meu querido Gael em cena. O filme é sobre uma mulher que só pensa no trabalho, até que um dia descobre que está com uma doença terminal. Mas, Deus concede três pedidos, e um deles é que ela encontre o amor verdadeiro e blá, blá, blá. É isso. Previsível que só.

Vocês gostaram das indicações?

Beijokas!!!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Tóquio Ano Zero, David Peace

“A canção está terminando, a voz está no fim, o céu escurece agora; o som de cem milhões chorando, gritando, de um povo ferido carregado pelo vento do fim de uma nação”.
O Japão sempre despertou em mim, uma curiosidade inexplicável. Não lembro quando esse fascínio começou, mas também não importa.
Por isso, quando vi o livro do David Peace nas prateleiras da Leitura, decidi comprá-lo por dois motivos: pela história ser ambientada no Japão e por ser um romance policial (amo).
Tóquio Ano Zero foi uma experiência intensa para mim. Ora senti raiva, ora senti uma tristeza-comoção-angústia profunda. Comecei a leitura em dezembro passado e antes de chegar à metade do livro, travei totalmente. Não conseguia avançar e nem desistir da leitura, até que no final de fevereiro, decidi encarar de vez. O motivo da minha parada, eu explico mais adiante.
A história é ambientada no período do pós-guerra (Segunda Guerra Mundial), a partir do ano de 1945, em Tóquio. O personagem principal é o inspetor Minami, da polícia metropolitana. Ele e alguns companheiros recebem a missão de investigar o estupro e o assassinato de duas adolescentes.
O pano de fundo dessa história é o mais devastador possível, e, a gente percebe de cara, que Minami está super traumatizado com toda a situação que vivenciou na guerra. Vou citar alguns trechos para vocês terem uma ideia.

As sirenes e os alertas a noite toda; Tóquio quente e escura, escondida e intimidada; dia e noite, boatos sobre novas armas, medo de novas bombas; primeiro Hiroshima, depois Nagasaki, a próxima Tóquio...
Bombas que significam o fim do Japão, o fim do mundo...
Sem dormir. Só sonhos. Sem dormir. Só sonhos...
Noite e dia, é por isso que tomo esses comprimidos...
É isso o que eu digo a mim mesmo, noite e dia... (pag. 12).

(...)

“Detetive Minani! Detetive Minami! Detetive Minami!”
Há bandeiras tomabadas pelo chão, mas essas bandeiras não são bandeiras, esses prédios não são prédios, essas ruas não são ruas –
Pois essa cidade não é uma cidade, esse país não é um país –
Eu como bolotas. Como folhas. Como ervas daninhas...
A voz de um deus no rádio –
Irreal e pesarosa...
Tudo distorcido –
O céu, um abismo...
Tempo desconexo –
O inferno, nosso lar...
Aqui agora –
Meio-dia e dez minutos do décimo quinta dia do oitavo mês do décimo segundo ano do reinado do imperador Showa –
Mas esta hora não tem pai, este ano não tem filho –
Sem mãe, sem filha, sem  mulher nem amante -
Pois a hora é zero; o Ano Zero –
Tóquio Ano Zero (pag.34).

Até a leitura desse livro, David Peace era um ilustre desconhecido para mim. Confesso que no começo, a leitura foi difícil, pois fiquei estressada com o excesso de onomatopeias e repetições empregadas pelo autor. Por isso que eu bloqueei. Felizmente,  dei uma segunda chance ao livro e não me arrependo. Esses recursos que citei acima, não são utilizados à toa. Tudo isso serve para reforçar a ideia de caos que o Japão mergulhou depois da II Guerra. Acho que todo mundo que estudou na escola sobre esse período, mesmo de uma forma elementar, sabe que o país foi vencido e devastado. Com a rendição, a condição de derrotado pôs fim a um sentimento nacionalista muito forte, o orgulho da nação foi profundamente ferido.
Ainda sobre o livro, o que achei mais interessante é a maneira que o autor “costura” os fatos reais com os ficcionais. David Peace fez uma pesquisa profunda (ele mesmo morou 13 anos no Japão) e desenha um cenário tão caótico, que mais parece um “apocalipse zumbi”. Em vários momentos, olhando pelos olhos de Minami, a descrição é tão real, que tive a sensação de sentir os cheiros (nem sempre agradáveis) daquele lugar.
É um livro que recomendo, mas aviso que não é uma leitura fácil. A linguagem em si é acessível, não é um texto rebuscado, mas estranhei o excesso das repetições e onomatopeias. Porém, de fato, Tóquio Ano Zero merece ser lido, pois ele vai além do romance policial. O autor consegue transmitir o impacto e as consequências de uma terrível guerra na vida de um povo. O sentimento do livro é bem pessimista, e por várias vezes me perguntei como o povo japonês conseguiu se reerguer em tão pouco tempo, considerando que a II Guerra Mundial ainda nem completou 100 anos. Não tem como passar incólume depois dessa leitura. Eu fiquei muito balançada.

Beijokas!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Secret Garden (Dorama)


Lá pelo começo do ano passado (eu acho), falei aqui no blog, que eu curtia doramas (para maiores explicações acessem aqui). A grosso modo, doramas são séries asiáticas (japonesas, sul-coreanas, taiwaneses e tailandeses)  e geralmente, não extrapolam dos  vinte e cinco episódios.

Aí, que hoje, eu quero falar sobre Secret Garden. Um dorama sul-coreano ou k-drama super premiado.  A propósito, os doramas coreanos (k-dramas) são os meus favoritos. Mas, vamos aos dados técnicos só para eu situar vocês.

Dados:
Episódios: 20
Gênero: Romance, Drama, Fantasia
Ano: 2010

Elenco:
Hyun Bin como Kim Joo Won
Ha Ji Won como Gil Ra Im
Yoon Sang Hyun como Oska
Kim Sa Rang como Yoon Seul 
Lee Philip como Im Jong Soo 
Yoo In Na como Im Ah Young

Resumo: Joo Won é o CEO e herdeiro de um grande shopping. Ele é super arrogante, narcisista e acho que um tanto quanto neurótico. Um dia, para tentar salvar a pele do seu primo Oska, ele encontra Gil Ra Im, uma dublê... pobre. Várias coisas acontecem, até que um dia, numa viagem que os dois acabam fazendo, por obra de uma certa senhora, eles bebem uma poção mágica e KABRUM! Trocam de corpos!
Esse resumo está SUPER resumido! Mas, eu vou dizer as minhas boas impressões sobre o dorama, pois é um dos melhores que eu já vi.

Eu nunca tinha assistido nenhum drama com o casal de atores principais. Mas, eu já sabia que ambos são super reconhecidos na Coréia do Sul. E foi depois de assistir Secret Garden que eu entendi o motivo. Eles são ótimos. Hyun Bin, então, nem se diga!

Existem certos padrões nos doramas sul-coreanos e Secret Garden não fugiu disso. Tinha o mocinho rico e arrogante, que para conquistar a mocinha (pobre) implica com a coitada  até que ela se apaixone por ele. Vai entender!

Só que em Secret Garden, mesmo com a repetição de padrões, os atores conseguiram levar isso num nível bem humano e sensível. Gil Ra Im é aquele tipo de mulher batalhadora, persistente, independente, forte, que não se curva mesmo. Imaginem o choque que Joo Won teve ao encontrá-la. Logo, que ele é aquele tipo de cara arrogante, mimado que acha que o mundo gira em torno do seu umbigo. Faíscas rolaram, meu bem! Foram tantos os embates antes da troca dos corpos que eu vou te dizer! Quando a famigerada troca aconteceu, eles tiveram que estrar em consenso para fazer o lance funcionar sem que os outros soubessem do ocorrido. Eles tiveram que baixar as defesas, se despirem dos preconceitos (nem tanto.. rsrsrs) para se ajudarem mutuamente. E para quem tem alguma dúvida se rola química, eu garanto que esses dois formaram um dos casais mais perfeitos da dramaturgia sul-coreana. É impossível não se apaixonar por eles.





Essa boca perfeita, Jesus!

Claro, que em meio a toda essa confusão, ainda tinha a mãe do Joo Won que infernizou até não poder mais a vida do casal. Ela não aceitava de jeito alguma a Gil Ra Im, por ela ela ser pobre e tudo mais. UMA VACA! Ela foi aquele tipo de vilã que a gente odeia até não poder mais.


E o que mais tem em Secret Garden? Um elenco de apoio maravilhoso! O primo do Joo Won, Oska, é um dos caras mais comédia que eu já vi em dramas. Esse louco me fez chorar de tanto rir. Ele é um cantor pop super famoso, uma estrela mesmo. E o pior, é que ele sabe disso e se acha! Só se mete em confusão. Ele também tem um interesse amoroso e eu gostei muito do casal. Ainda rolou um triângulo amoroso super engraçado também.
Oska, esse "leeendo!!

Também tem o secretário e faz tudo do Joo Won, que junto da melhor amiga da Gil Ra Im, formaram um casal muito fofinho. Além deles, ainda tinha os meninos da escola de dublês que a mocinha trabalhava e o chefe que era louco por ela (Lee Philip, esse lindo!). Um pessoal super bacana, que equilibrou com comédia quando a tensão dominava o drama.

Troca de corpos, não é um tema tão raro, né? Aqui mesmo no Brasil, temos a versão disso em "Se eu fosse você". Mas, a questão, é que apesar disso acontecer em Secret Garden, o drama não gira em torno disso. A troca de corpos é apenas um tempero a mais, um recurso. O foco são os personagens, os seus conflitos, seus medos, a possibilidade deles quebrarem ou não os seus preconceitos, e descobrirem a partir daí outras possibilidades. Por isso, que esse drama fez um sucesso estrondoso na Coréia do Sul. quase como se fosse uma Avenida Brasil. Se  você entrar em qualquer fórum de drama aqui no Brasil ou em outros lugares, é surpreendente o quanto ele é elogiado, quase cultuado mesmo. Secret Garden é um clássico!



Sem contar que a trilha sonora é de esmagar o coração de tanta perfeição. Eu baixei tudo e fico ouvindo igual doida no meu celular. Já tem quase três meses que eu assistir a série, mas não consigo me desvencilhar... rsrssr.

E como faz para assistir? Geralmente, eu faço download nos fansubs (sites de fãs que traduzem, já que essas séries não passam aqui no Brasil). Eu vou colocar alguns links para quem se interessar.

Meteor Dramas (completo, para download e legendado em português) 

Viki (completo, online, legendas em inglês e espanhol)

Asian Team  (completo, para download e legendado em português)


Se eu tenho mais alguma consideração a fazer? Sim. Os capítulos finais são de TIRAR O FÔLEGO! Vale super a pena. E tem uma coisa a mais que eu quero dizer. Os dramas sul-coreanos tem uma moral um pouco mais complexa que a nossa. Então, nem tudo que aparenta ser o que é, é de verdade.


Música que eu mais gosto! Perfeita demais!

Beijokas!!!